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Porto de Futuro

As pessoas e as ideias por detrás das empresas. O Porto como ponto de partida.

Porto de Futuro

As pessoas e as ideias por detrás das empresas. O Porto como ponto de partida.

Para que servem os concursos de ideias?

Nos últimos anos, os concursos de ideias e de empreendedorismo multiplicaram-se em Portugal. Empresas, instituições e universidades têm tido um papel importante na promoção destas iniciativas. Mas qual é o seu real valor? Ouvimos pessoas que fazem parte deste mundo para descobrir.

“Esses concursos, prémios e eventos na área do empreendedorismo funcionam como incentivos para quem se abalança na criação de negócios”, diz Francisco Maria Balsemão, presidente da ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários. “Mas, como em tudo, o valor real varia de iniciativa para iniciativa”, refere.

 

Ao “incentivo” junta-se a “visibilidade”. “Muitas pessoas concorrem aos prémios para ganhar mais visibilidade, conseguir mais apoios e projeção”, afirma Manuel Forjaz, professor universitário e investigador da área. Há ainda uma vertente importante, destacada por todos os especialistas ouvidos: a aprendizagem.

 

“Estes concursos podem constituir uma excelente plataforma de aprendizagem para os empreendedores quando os painéis de peritos dão uma opinião honesta e realista sobre as propostas apresentadas”, explica Pedro Vilarinho, responsável pela área de valorização do conhecimento da COTEC Portugal - Associação Empresarial para a Inovação.

 

Alguns concursos atribuem “prémios pecuniários e outras regalias que se revelam importantes para o desenvolvimento dos negócios em causa”, realça Francisco Maria Balsemão. O cariz mobilizador destas iniciativas também foi apontado pelas vozes ouvidas pelo SAPO Notícias. “Num contexto de crise, todos os incentivos ao empreendedorismo são bem-vindos”, diz o presidente da ANJE.

 

Saber e experiência contam

Regra geral, quem procura este tipo de concurso já vai com alguma preparação ou então “acaba por ser obrigado a aprender” durante o percurso, refere Manuel Forjaz. Miguel Gonçalves, um dos criadores da Spark Agency, salienta que é importante “conhecer o mercado e ter experiência”, antes de concorrer a um concurso de ideias.

 

Cada caso é um caso, mas “não estou certo de que seja bom começar um negócio aos 23 anos”, nota. “Faz sentido entrar no mercado e ter experiência e quem tem perfil para criar uma empresa, tem perfil para estar no mercado de trabalho”, completa.

 

No entanto, são cada vez mais frequentes empresas que surgem de projetos académicos. “Podemos ajudar a compreender melhor o mercado, informar e agir na criação e valorização de propriedade intelectual”, explica Filipe Castro, gestor de negócios e tecnologias no UPIN, gabinete de transferência de tecnologia da Universidade do Porto. As universidades afirmam o seu papel incubador de novos projetos. “O desafio é proporcionar o contexto adequado para quem deseja criar valor”, remata Filipe Castro.

 

Prémio é uma “rampa de lançamento”

“Na generalidade, os projetos que são apresentados a este tipo de concursos estão num estado muito embrionário de desenvolvimento”, nota Pedro Vilarinho. “Temos vindo a reforçar o nosso programa no apoio entre o momento em que o potencial da ideia é avaliado e o lançamento da startup, porque concluímos que sem esse apoio os projetos não chegavam ao mercado”, refere.

 

“Vencer um destes prémios é uma rampa de lançamento para uma startup e tem de ser visto como tal”, sentencia Susana Bandarrinha, da Associação Acredita Portugal. “Significa visibilidade, promoção, divulgação, para além do próprio prémio que pode ser monetário. Mas esta é apenas a primeira etapa do percurso. Existe muito trabalho pela frente”, afirma.

 

Ganhar um concurso é só o início de um percurso que vai exigir muito dos promotores da ideia e não é garantia de que o negócio dê certo. “82 por cento das empresas portuguesas fecham no primeiro ano”, diz Miguel Gonçalves, lembrando que o “mercado trabalha com uma margem de conversão de 10 por cento”. Ou seja, entre 100 novas ideias talvez só 10 consigam singrar.

 

Alice Barcellos

 

Artigo original publicado a 18 de maio de 2012

Gosta de arquitetura e vídeo? Este concurso pode ser para si

Qual é o seu espaço favorito na sua cidade? A empresa Building Pictures lança a pergunta e quer a resposta em forma de vídeo, numa iniciativa que vai homenagear a arquitetura portuguesa e cujo resultado final vai ser publicado no prestigiado site Archdaily.


O concurso decorre até 15 de janeiro

 

Mas para perceber este projeto, convém primeiro saber que a Building Pictures é uma start-up do Porto especializada em comunicar espaços e eventos em forma de vídeo. Com o foco na arquitetura, o objetivo da empresa é tornar a comunicação de espaços mais fácil e rápida de compreender.

 

Aproveitando o fim do Ano da Arquitetura Portuguesa, assinalado em 2013, a Building Pictures vai realizar um concurso de vídeos que possam ilustrar os traços arquitectónicos do nosso país. O objetivo é escolher uma rua, um edifício, uma praça ou uma cidade e mostrá-los em formato audiovisual.

 

Entre 9 de dezembro e 15 de janeiro, os interessados podem enviar os vídeos para a empresa. No dia 17 de fevereiro, são conhecidos os vencedores. O primeiro lugar recebe dois bilhetes para a Bienal de Arquitetura de Veneza, edição 2014. Todos os vídeos premiados serão publicados no Archdaily - o site de arquitetura mais visitado do mundo.

 

A estreia do filme que vai reunir os melhores contributos está marcada para abril de 2014. Mais informações sobre como participar na iniciativa podem ser encontradas no site da Building Pictures.

Concurso elege o primeiro "Ninja" hacker português

Com o objetivo de chamar atenção para a segurança das aplicações que usamos nos nossos smartphones, tablets e computadores, a empresa portuense AuditMark organizou um concurso de "hacking". Os participantes tiveram que realizar quatro desafios que implicavam encontrar problemas dentro de códigos de aplicações web.

 

Os participantes tiveram que trabalhar em linhas de código

 

O concurso JScrambler JavaScript Ninja Challenge terminou nesta segunda-feira e hoje foi conhecido o vencedor: Filipe Freire, de Aveiro, programador há cerca de 10 anos. "Foi uma ótima experiência e participaria novamente já hoje. Se há coisa que gosto de fazer é encontrar falhas em sistemas e melhorá-los", declarou Filipe. O vencedor vai receber três mil euros em prémios.

 

O concurso teve três objetivos principais. "Ajudar a criar consciência de que é importante proteger o código de aplicações Web, dar a conhecer a solução JScrambler, e testar ideias desenvolvidas em laboratório", explicou Pedro Fortuna, diretor da AuditMark.

 

Proteger as aplicações


A empresa é responsável pelo desenvolvimento da JScrambler, uma ferramenta que permite proteger as aplicações de serem copiadas por piratas informáticos. "As aplicações têm códigos que são muito fáceis de alterar e quem trabalha nesta área deve ter consicência disso", salientou Pedro Fortuna.

 

Através das falhas de segurança nas aplicações, é possível aceder a dados pessoais, executar ações em nome do utilizador, descobrir palavras-passe e levar a cabo uma série de outros procedimentos que podem prejudicar os utilizadores.

 

Com a sua plataforma, a JScrambler, a AuditMark tenta impedir que os códigos das aplicações (programados em JavaScript) sejam copiados com tanta facilidade. "A nossa tecnologia foi feita para ser a melhor do mercado", referiu Pedro Fortuna. E os números da empresa não o contrariam: a ferramenta já é utilizada em mais de 100 países por 10 mil utilizadores. "Já transformamos 120 milhões de linhas de código", disse o diretor da AuditMark.

 

500 participantes


O concurso organizado pela empresa foi também uma forma de potenciar ainda mais a JScrambler.

 

O desafio reuniu 500 participantes. Destes, cerca de 2,5% conseguiram chegar ao fim, necessitando em média de 3 dias para lá chegar. Dos restantes, entre os que tiveram uma participação mais ativa, cerca de 38% chegaram ao último desafio mas não o conseguiram resolver.

 

Para a AuditMark o concurso foi uma aposta ganha e superou as expectativas. Fica a promessa de futuras edições.

 

Alice Barcellos

 

Olá!

Seja bem-vindo. Se chegou até aqui veio à procura de ideias novas, negócios em ascensão e mentes criativas. Este blog é o lado mais visível da parceria entre o Portal SAPO e o UPTEC - Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto. Fique mais um pouco e sinta-se em casa :)

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