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Porto de Futuro

As pessoas e as ideias por detrás das empresas. O Porto como ponto de partida.

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Quatro startups portuguesas aceleram ideias nos Estados Unidos

Programa de aceleração na Carnegie Mellon University conta com a participação de quatro startups portuguesas. São oito semanas para levar negócios inovadores feitos em Portugal a um dos maiores mercados do mundo.

 

Mas vamos ao que interessa: quem foram as escolhidas e o que fazem. A WeTruck, que venceu o concurso de ideias da Universidade do Porto este ano, está a desenvolver um sistema de recuperação de energia para veículos pesados, que permite poupar no combustível e ainda minimizar os efeitos da poluição no meio ambiente.

 

Xhockware promete acabar com as filas no supermercado através da tecnologia que está a desenvolver. Uma aplicação para smartphones em que o consumidor pode organizar uma lista de compras, ver as promoções do dia e agilizar o processo de pagamento, já que os produtos não precisam passar pela caixa. Estas duas startups estão incubadas no polo tecnológico da UPTEC e foram distinguidas, no ano passado, na segunda edição do Startup Pitch Day.

A aplicação YouBeep, da Xhockware, já está disponível

 

Do programa BlueStart, da Portugal Telecom, chega aos Estados Unidos a Followprice, uma plataforma de marketing digital para sites de comércio eletrónico que permite aos clientes acompanhar a evolução dos seus produtos favoritos.

 

De Braga vem uma ideia que promete revolucionar a forma como comunicamos no espaço público. A Displr quer desenvolver um serviço global de ecrãs públicos interativos em que todos os utilizadores podem criar e publicar conteúdos.

 

A partir desta semana e durante dois meses, estas startups portuguesas vão ter a oportunidade de acelerar as suas ideias na Universidade de Carnegie Mellon, em Pittsburgh, com o foco no desenvolvimento de novos produtos e serviços, nas competências de liderança e gestão, sem esquecer assuntos ligados à propriedade intelectual. São oito semanas para dar-se a conhecer a possíveis investidores, parceiros e novos contactos, através da participação em seminários, reuniões e feiras.

 

Esta iniciativa faz parte do inRes, que tem como objetivo acelerar negócios na área das tecnologias de informação e comunicação (TIC), coordenado pelo programa Carnegie Mellon Portugal.

 

Fonte: SAPO

Santo Tirso: moda empreendedora

É no espaço de uma antiga fábrica que funciona a Incubadora de Moda e Design (IMOD), em Santo Tirso. O projeto arrancou com seis projetos que incluem ideias para roupa dedicada a pessoas com deficiência, comercialização têxtil e fotografia.

 

A "Adaptable" é um dos projetos instalados nesta incubadora, tendo como alvo pessoas com necessidades especiais, usando a tecnologia para desenvolver "um processo de leitura tridimensional das medidas de cada pessoa que, aglutinadas numa base de dados antropométrica, permitirão o mapeamento dos interessados e das peças de vestuário adaptáveis".

 

O "Atelier CTRL" pertence a um "grupo de criadores" que tem o "sonho de perpetuar a arte e a filosofia na moda" através de "roupa conceptual": "cada peça é baseada num manifesto escrito para cada coleção, criando não apenas roupas, mas experiências sobre temas dramáticos para a sociedade no século XXI".

Uma das criações do Atelier CTRL

 

Na IMOD está também alojada a ideia de Daniel Costa, natural de Santo Tirso, e que se dedica à produção, comercialização, importação e exportação de artigos de malha, tendo como convicção a necessidade de "lançamento de produtos com maior agilidade no mercado" através da eliminação de "custos indiretos na cadeia de fornecimento".

 

Outro dos projetos é a "Nazareth Collection", uma marca de design portuguesa que, dos colarinhos às bainhas, da frente às costas, aplica fotografias nas peças de vestuário, tendo já lançado as coleções "OH Porto Collection", dedicada ao Porto, e a "Fado Collection" dedicada à capital portuguesa.

Duas criações da marca Narazareth Collection inspiradas em Lisboa

 

Voltada para "um público jovem e irreverente", a "Royal Rebel London" é uma marca urbana que quer "posicionar-se no mercado de médio/alto poder de consumo e apresenta como caraterística o facto de ser exclusiva", orientando-se para "um nicho de mercado" e não para as "massas".

 

O mito da Torre de Babel inspira outro projeto alojado na IMOD de Santo Tirso, a "Rather" que "propõe uma desconstrução por camadas, assente em peças que se alteram e desprendem, formando mais do que uma, ou podendo ser usadas de diferentes formas".

 

Para além dos projetos incubados na Fábrica de Santo Tyrso, estão abertas candidaturas para novas ideias, informou a autarquia em comunicado.

 

Fonte: LUSA

Empresa do Porto cria tecnologia que deteta primeiras chamas de incêndio florestal

Uma empresa, incubada no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC), desenvolveu uma nova tecnologia capaz de detetar as primeiras chamas de um incêndio florestal, permitindo às forças de combate uma atuação “mais rápida”.

 

“A nova tecnologia tem um sensor que deteta, até cerca de 12 quilómetros de distância, um aumento de temperatura e uma variação na concentração de dióxido de carbono em ambiente florestal, emitindo um alerta aos meios de socorro”, afirmou hoje à Lusa a responsável de desenvolvimento de negócio da empresa Flicks, autora do projeto, Marina Machado.

 

Este projeto, ainda em fase piloto, dá indicações aos meios de socorro da localização exata, intensidade e propagação do incêndio, assim como os meios necessários e trajetos mais indicados para lá chegar, logo “nos primeiros minutos”.

 

Uma tecnologia para ajudar os bombeiros. Foto: Lusa

 

“Desta forma, os bombeiros podem intervir de uma forma mais rápida e eficiente no combate às chamas evitando, assim, o aumento da área ardida”, afiançou. Marina Machado explicou que o alerta dado por esta tecnologia é, antes de emitido às forças de comando, confirmado pelo sensor que estiver mais próximo.

 

“A tecnologia é colocada de 12 em 12 quilómetros, em estruturas já existentes nas florestas, tais como antigas casas florestais, e na sua ausência são construídos novos postos sempre acima da copa da árvore e com o menor impacto ambiental”, explicou a responsável. E, acrescentou, “a tecnologia cobre o equivalente a 40 campos de futebol”. A investigadora salientou que a tecnologia funciona 24 horas por dia, através de energia eólica ou solar.

 

A investigação para o desenvolvimento deste projeto-piloto iniciou-se há cerca de dois anos e, após aprovação dos testes laboratoriais, espera agora ser implementada no mercado, necessitando de um investimento de 50 mil euros, referiu Marina Machado.

 

Segundo a responsável, a motivação do desenvolvimento deste projeto prendeu-se com o objetivo de combater um “flagelo” que todos os anos afeta o país. “Acreditamos que a tecnologia é uma ferramenta de apoio e uma mais-valia para as forças de combate aos incêndios”. Marina Machado realçou ainda que a tecnologia dá indicações sobre o crescimento de espécies arbóreas na floresta.

 

O pró-reitor da Universidade do Porto (UP) Carlos Brito considerou que este projeto “mais não é” do que a materialização do conhecimento gerado no seio das faculdades, criando “valor económico e social”. "Esta tecnologia é extremamente benéfica para a sociedade, porque poupa vidas humanas e protege a floresta”, realçou o também diretor do UPTEC.

 

O UPTEC, em funcionamento há sete anos e cofinanciado em 15,4 milhões de euros por fundos comunitários, acolhe atualmente mais 185 projetos empresariais e gerou entre 2200 a 2500 postos de trabalho, revelou o responsável. Em 2013, o UPTEC, que engloba um polo tecnológico, biotecnológico, indústrias criativas e do mar, venceu o prémio europeu RegioStars na categoria ‘Crescimento Inteligente’.

 

Agência LUSA

Olá!

Seja bem-vindo. Se chegou até aqui veio à procura de ideias novas, negócios em ascensão e mentes criativas. Este blog é o lado mais visível da parceria entre o Portal SAPO e o UPTEC - Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto. Fique mais um pouco e sinta-se em casa :)

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