Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Porto de Futuro

As pessoas e as ideias por detrás das empresas. O Porto como ponto de partida.

Porto de Futuro

As pessoas e as ideias por detrás das empresas. O Porto como ponto de partida.

BUSeBUS: plataforma facilita aluguer de autocarros

Alugar um autocarro para uma excursão nem sempre é tarefa fácil e, até então, não existia em Portugal um site onde fosse possível procurar empresas e comparar orçamentos. Agora, há um novo projeto que descobriu esta falha no mercado e promete ajudar, e muito, neste processo.

 

Chama-se BUSeBUS e nasceu para facilitar o aluguer de autocarros para excursões ou passeios. É uma plataforma online que permite pedir orçamentos para uma determinada viagem, comparar propostas, alugar o autocarro e pagar o serviço.

BuseBus.jpg

 

O projeto, criado por quatro jovens, apresenta-se como a solução de aluguer de autocarros mais simples e cómoda da atualidade. “Hoje em dia, quem precisa de alugar um autocarro, ou faz uma pesquisa na Internet, que lhe devolve sempre os mesmos resultados, ou utiliza contactos que já tenha. Assim, as pessoas nunca sabem se haverá outra empresa que pudesse dar um melhor orçamento, nem as próprias empresas têm essa oportunidade de se mostrarem a novos clientes”, explica Miguel José Monteiro, co-fundador da BUSeBUS.

 

No futuro, serão incluídos outros fatores que ajudem o cliente a escolher a proposta, como fotos dos autocarros, onde vão viajar, ou a opinião e classificação de outros utilizadores sobre a empresa. Brevemente, os clientes poderão fazer o pagamento do serviço online. Ainda em perspectiva está o transporte regular de passageiros, permitindo a qualquer pessoa comprar um bilhete online de carreira de qualquer empresa ou rota, e ainda a criação de uma ferramenta de gestão personalizada para as empresas de autocarros.

 

O projeto está a participar no programa de aceleração de start-ups do UPTEC e vai marcar presença na BTL - Feira Internacional do Turismo, em Lisboa, entre 25 de fevereiro e 1 de março.

 

Fonte: UPTEC

Renováveis: patente portuguesa vendida por cinco milhões de euros

Uma tecnologia fotovoltaica que permite a conversão direta da luz solar em energia elétrica de forma renovável e sustentável valeu à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e à Efacec uma venda milionária que pode revolucionar o mercado das novas energias.

 

Baixo custo de fabrico, grande eficiência energética e 25 anos de durabilidade. São estas as principais características das novas células solares de perovskita (PSC), que eram já as características das anteriores células sensibilizadas com corante (DSC), embora menos eficientes. As células solares foram desenvolvidas pela FEUP em parceira com a Efacec, num projeto que custou 20 mil euros. A propriedade intelectual foi vendida a uma empresa australiana de energias sustentáveis por cinco milhões de euros.

unnamed.jpg

A tecnologia recorre a um mineral mais mais barato e mais fácil de empregar do que o silício, habitualmente usado na produção das células solares. Pode ser integrada na construção de edifícios que utilizam a tecnologia fotovoltaica (Building Integrated Photovoltaics). As céculas tiram partido da radiação solar incidente não perpendicular, o que facilita a sua aplicação em vários locais, como fachadas ou janelas, com diferentes cores e padrões. É também uma tecnologia ”limpa” já que as matérias-primas usadas no seu fabrico são abundantes.

 

Adélio Mendes, um dos principais impulsionadores do projeto de investigação na FEUP, reforça a importância deste tipo de parcerias e negociações internacionais: “ao vendermos tecnologia de ponta a empresas internacionais estamos a dar provas da nossa capacidade de investigação, desenvolvimento e inovação para produzirmos valor industrial, e podemos mais facilmente captar novos investimentos para tantos outros projetos de valor que temos em mãos na Faculdade de Engenharia”.

 

Alberto Barbosa, membro do Conselho de Administração da Efacec, confirma o potencial desta tecnologia e a relevância destas parcerias académico-empresariais: “Trata-se de mais um caso de sucesso de parceria entre a Efacec e o mundo universitário”.

 

“A FEUP e a Efacec decidiram estabelecer um contrato de transferência de tecnologia com a Dyesol, empresa líder a nível mundial em tecnologia nesta área, e muito mais vocacionada para as tarefas de massificação do produto que se seguem”, explica Alberto Barbosa.

 

Com esta aquisição, a empresa Dyesol pretende terminar a produção de módulos de demonstração do protótipo até 2016. Em 2018, a empresa quer massificar a sua produção.

 

Ian Neal, presidente da Dyesol, mostra-se satisfeito com a aquisição da tecnologia e refere que “a durabilidade é o maior desafio técnico neste mercado e esta tecnologia de soldadura tem o potencial de garantir mais de 20 anos de vida aos produtos de PSC e DSC de estado sólido em várias aplicações".

 

Fonte: Universidade do Porto/FEUP

EcoBook: o quadro branco em forma de caderno

Dois jovens de 18 e 20 anos decidiram transformar os quadros brancos que se podem encontrar nas paredes das escolas e escritórios em cadernos. Criaram o EcoBook, um caderno que permite escrever, apagar com um simples guardanapo sem manchar ou danificar, e depois voltar a escrever.

EcoBook (5).jpg

Ecológico pela fácil reutilização de páginas, económico porque evita o gasto em folhas que servem apenas para rascunhos, e prático porque é possível manter a informação durante muito tempo ou apagá-la instantaneamente, o EcoBook pretende revolucionar a forma de estudar.

 

A ideia surgiu quando Pedro Lopes, 18 anos, natural de Viseu, se apercebeu que não existia um produto portátil onde fosse possível escrever a caneta e apagar com facilidade. “Durante a minha vida de estudante nunca gostei de estudar a lápis, não desliza bem nem é fácil de apagar. Passei a estudar a caneta, mas a caneta não me dá a possibilidade de errar. Lembrei- me que as grandes empresas utilizam quadros brancos para tudo e decidi comprar um. Mas o quadro branco, embora dê para apagar e a caneta seja suave, não é portátil. Então pensei: e se arranjar um quadro branco em forma de caderno?”, afirma o cofundador do projeto.

 

Ao projeto do EcoBook juntou-se Matheus Gerken, 20 anos, também natural de Viseu. Os dois cofundadores começaram por realizar uma campanha de crowdfunding na plataforma portuguesa PPL para angariar 1250€. O projeto foi tão bem recebido que conseguiram 185% do montante de financiamento, ou seja, 2308€.

 EcoBook (4).jpg

Fundaram a empresa em setembro de 2014, ingressaram no Programa de Aceleração de Startups do UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, e atualmente já vendem cadernos personalizados para a Acústica Médica, a Câmara Municipal de Viseu, a sociedade de advogados Caldeira Pires, entre outros.

 

O KIT, constituído por um Ecobook e marcador preto, está disponível em formatos A4 e A5 pelo preço de 8,99€ e 6,99€, respetivamente. O EcoBook está à venda através do site e nos revendedores autorizados no Porto, Lisboa, Viseu e Fátima. A equipa está neste momento a trabalhar para levar o EcoBook a todos os pontos do país.

 

Fonte: UPTEC