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As pessoas e as ideias por detrás das empresas. O Porto como ponto de partida.



Empresa do Porto cria tecnologia que deteta primeiras chamas de incêndio florestal

Domingo, 24.08.14

Uma empresa, incubada no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC), desenvolveu uma nova tecnologia capaz de detetar as primeiras chamas de um incêndio florestal, permitindo às forças de combate uma atuação “mais rápida”.

 

“A nova tecnologia tem um sensor que deteta, até cerca de 12 quilómetros de distância, um aumento de temperatura e uma variação na concentração de dióxido de carbono em ambiente florestal, emitindo um alerta aos meios de socorro”, afirmou hoje à Lusa a responsável de desenvolvimento de negócio da empresa Flicks, autora do projeto, Marina Machado.

 

Este projeto, ainda em fase piloto, dá indicações aos meios de socorro da localização exata, intensidade e propagação do incêndio, assim como os meios necessários e trajetos mais indicados para lá chegar, logo “nos primeiros minutos”.

 

Uma tecnologia para ajudar os bombeiros. Foto: Lusa

 

“Desta forma, os bombeiros podem intervir de uma forma mais rápida e eficiente no combate às chamas evitando, assim, o aumento da área ardida”, afiançou. Marina Machado explicou que o alerta dado por esta tecnologia é, antes de emitido às forças de comando, confirmado pelo sensor que estiver mais próximo.

 

“A tecnologia é colocada de 12 em 12 quilómetros, em estruturas já existentes nas florestas, tais como antigas casas florestais, e na sua ausência são construídos novos postos sempre acima da copa da árvore e com o menor impacto ambiental”, explicou a responsável. E, acrescentou, “a tecnologia cobre o equivalente a 40 campos de futebol”. A investigadora salientou que a tecnologia funciona 24 horas por dia, através de energia eólica ou solar.

 

A investigação para o desenvolvimento deste projeto-piloto iniciou-se há cerca de dois anos e, após aprovação dos testes laboratoriais, espera agora ser implementada no mercado, necessitando de um investimento de 50 mil euros, referiu Marina Machado.

 

Segundo a responsável, a motivação do desenvolvimento deste projeto prendeu-se com o objetivo de combater um “flagelo” que todos os anos afeta o país. “Acreditamos que a tecnologia é uma ferramenta de apoio e uma mais-valia para as forças de combate aos incêndios”. Marina Machado realçou ainda que a tecnologia dá indicações sobre o crescimento de espécies arbóreas na floresta.

 

O pró-reitor da Universidade do Porto (UP) Carlos Brito considerou que este projeto “mais não é” do que a materialização do conhecimento gerado no seio das faculdades, criando “valor económico e social”. "Esta tecnologia é extremamente benéfica para a sociedade, porque poupa vidas humanas e protege a floresta”, realçou o também diretor do UPTEC.

 

O UPTEC, em funcionamento há sete anos e cofinanciado em 15,4 milhões de euros por fundos comunitários, acolhe atualmente mais 185 projetos empresariais e gerou entre 2200 a 2500 postos de trabalho, revelou o responsável. Em 2013, o UPTEC, que engloba um polo tecnológico, biotecnológico, indústrias criativas e do mar, venceu o prémio europeu RegioStars na categoria ‘Crescimento Inteligente’.

 

Agência LUSA

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Musicverb: nunca foi tão simples organizar um concerto

Segunda-feira, 09.06.14

Quando vamos a um grande festival ou a um pequeno concerto, é raro pensar no trabalho de quem está atrás do palco. Vamos para ver uma banda e esquecemo-nos de que, antes disso, houve um processo longo até ao concerto. Um processo que começa com a escolha do artista.

 

Se antes um gestor de eventos teria de percorrer um longo caminho, entre pesquisas na internet, e-mails e telefonemas, até chegar ao artista mais adequado para determinado acontecimento, agora, há uma plataforma que quer facilitar este processo. É a primeira do género em Portugal e chama-se Musicverb. Rui Santos Couto, criador da Musicverb, é gestor de eventos e músico. Durante muitos anos, sentiu na pele os problemas da organização de eventos de música ao vivo. Até que, juntamente com Beatriz Cardoso, decidiu criar a solução.

 

Quais são os problemas que a Musicverb resolve?

São, principalmente, problemas relacionados com a organização de informação, que passa a estar vocacionada para agências e organizadores de eventos. A informação que está disponível na internet é muito vocacionada para os fãs. A Musicverb organiza a informação sobre uma banda para que se tomem decisões. Antes, não conseguíamos decidir rapidamente por falta de informação. Quantos músicos, quais os equipamentos que precisam, qual é a agenda de concertos? Conseguir estas informações é um drama pelo qual passam os organizadores de eventos.

 

Rui Santos Couto é o criador do projeto.

 

De que forma a plataforma ajuda gestores e artistas?

Uma das dificuldades dos gestores de eventos é conseguir encontrar projetos adequados, principalmente, no caso de pequenos festivais e concertos. Por exemplo, estou em Águeda e quero contratar artistas que não estejam a mais de 200 quilómetros. Através do sistema de recomendação, a plataforma pode indicar o artista mais adequado, não só ao nível da localização, mas também do género musical, custos e agenda. Da mesma forma, os artistas ou agentes passam muito tempo a enviar propostas para eventos, mas nem sempre são aceites. Por exemplo, uma banda em início de carreira envia uma proposta para um grande festival. No Musicverb, os agentes podem investir o seu tempo em propostas que possam resultar em concertos.

 

Face a esta ligação que se estabelece entre gestores e artistas, podemos dizer que a Musicverb é uma rede social?

Não, é uma plataforma de gestão. Pode ter um lado mais social, até por fornecer smart profiles dos artistas, mas oferece ferramentas de gestão, como calendários e orçamentos. É um espaço de excelência para quem gere eventos.

 

A Musicverb quer mudar a forma de organizar concertos.

 

Já têm mais de 500 mil smart profiles de artistas. O que são estes perfis?

Os perfis têm a informação mais atual possível da banda, agenda de concertos e vídeos. Temos desde bandas locais a grandes bandas, como os U2 e os Rolling Stones. É claro que os nossos utilizadores não vão querer contratar os Rolling Stones para um evento, mas podem chegar a bandas com as mesmas características através destes perfis de referência. Os artistas ou agentes podem reclamar a propriedade dos perfis e, depois de passarem por uma verificação, ficam responsáveis pelos conteúdos. Todos os nossos utilizadores são verificados, têm de ter legitimidade e fiabilidade.

 

Lançaram a plataforma há uma semana. Como tem sido o feedback?

Tivemos dois meses de testes, muitos deles feitos por gestores de clubes que estão no top ten em Londres, além de gestores em Portugal. Temos quase mil registos, mas ainda é cedo para perceber como vai ser utilizada a plataforma. Temos recebido muitos telefonemas de agentes que que querem perceber melhor certas funcionalidades e também já tivemos algumas dezenas de artistas que reclamaram os seus perfis. Temos tido um bom feedback.

 

A Musicverb é também uma start-up incubada no UPTEC. Qual é o vosso modelo de negócio?

A versão beta é gratuita para todos os utilizadores. No futuro, vamos criar modelos de subscrição onde os utilizadores vão pagar para certas opções. Mas os perfis serão sempre gratuitos e haverá sempre modelos gratuitos. Numa fase inicial, não queremos cobrar a gestores de eventos e artistas que estejam a começar. Eles podem ter a oportunidade de crescer com esta plataforma e, depois, serão os primeiros interessados em pagar para ter mais funcionalidades.

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Laboratório de inovação da Vortal no UPTEC

Segunda-feira, 02.06.14

A Vortal, empresa especialista em compras eletrónicas, inaugurou no Porto um laboratório de inovação que representa um investimento de 2,2 milhões de euros.

 

A nova estrutura está localizada no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto - UPTEC e vai criar 50 postos de trabalho. A notícia completa pode ser lida no Tek.

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És um músico em ascenção e queres ter um mentor? Esta plataforma quer ajudar-te

Sexta-feira, 30.05.14
A Songvice, start-up do Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC), lançou recentemente um novo serviço de mentoria musical. Uma plataforma online onde novos músicos podem obter aconselhamento de músicos famosos, produtores e experts da indústria musical.
Os novos músicos podem gendar sessões de aconselhamento, através de uma funcionalidade integrada de vídeo-chamadas ou análises/revisões de canções, utilizando ferramentas especialmente desenvolvidas para o efeito.
 
"É muito difícil entrar em contacto com as pessoas certas na música"
"Existe imensa informação na Internet que permite às pessoas aprender a produzir música, mas a grande maioria que tenta aprender desta forma acaba por desistir. Isto acontece por várias razões: ou porque as pessoas não sabem como começar, porque ficam encalhadas em determinado ponto, porque lhes faltam compromissos e metas a cumprir, ou simplesmente porque é muito difícil entrar em contacto com as pessoas certas na indústria.", refere Tiago Martins, CEO da Songvice.

Criada por quatro jovens portugueses, a Songvice, que está atualmente inserida no Programa Rockstart Accelerator, em Amesterdão, quer aproximar músicos emergentes e experts da indústria musical e fornecer novas formas de acelerar a carreira de milhares de novos músicos.

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