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Porto de Futuro

As pessoas e as ideias por detrás das empresas. O Porto como ponto de partida.

Porto de Futuro

As pessoas e as ideias por detrás das empresas. O Porto como ponto de partida.

Caderno reutilizável convence júri do Startup Pitch Day do UPTEC

Um caderno que pode ser reutilizado vezes sem conta foi a ideia de negócio eleita pelo júri do Startup Pitch Day da 4ª edição do Programa de Aceleração de Startups do UPTEC. O EcoBook permite escrever, apagar com um simples guardanapo.

 

Dar a conhecer a ideia de negócio com um pitch de 180 segundos era o desafio dos 18 projetos empresariais que estiveram presentes no Startup Pitch Day do UPTEC - Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, que decorreu esta segunda-feira na FEP – Faculdade de Economia da Universidade do Porto.

 

O EcoBook, um quadro branco em forma de caderno, convenceu o júri e recebeu o 1º prémio do evento. Ecológico pela fácil reutilização de páginas, económico porque evita o gasto em folhas que servem apenas para rascunhos, e prático porque é possível manter a informação durante muito tempo ou apagá-la instantaneamente.

 

O júri do evento atribuiu, ainda, três menções honrosas. Na área das indústrias criativas, o EcoCubo reuniu as preferências. O projeto de arquitetura e design pretende colmatar deficiências no alojamento do turismo de Natureza com um módulo habitacional de baixo custo, amovível, funcionalmente flexível e sustentável.

 

Na área de bio, um sistema integrado de monitorização infantil, composto por um dispositivo móvel, uma plataforma web e um baby pin foi o selecionado. A AppyBaby combina o poder dos alertas em tempo real, uma rede social parental e informação pediátrica científica.

 

Já na área tecnológica, o projeto empresarial eleito foi a Atiiv, a app que pretende ser a melhor amiga dos personal trainers. A plataforma facilita a gestão de clientes, permite fazer planos de treino e nutricionais, marcação de sessões, avaliações físicas e métricas, entre outras funcionalidades.

 

Fonte: UPTEC

Programa de aceleração do UPTEC já apoiou mais de 200 empreendedores

Uma ideia de negócio resumida numa apresentação, ou pitch, na linguagem empreendedora. É este o desafio que o Parque de Ciências e Tecnologia da Universidade do Porto - UPTEC propõe aos projetos finalistas do seu programa de aceleração na próxima segunda-feira.

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A 4ª edição do Programa de Aceleração de Startups do UPTEC termina com o Startup Pitch Day, evento de apresentação pública de 18 projetos de negócio de base tecnológica, científica e criativa. A primeira edição do programa arrancou em março de 2013 e, desde então, o UPTEC já apoiou mais de 90 ideias de negócio e 219 empreendedores.

 

No evento, serão apresentadas uma plataforma revolucionária para o arquivo e partilha de experiências de viagem (Nomadmovement), um marketplace de joalharia e bijuteria mais personalizável do mundo (3U), um caderno que pode ser reutilizado vezes sem conta (EcoBook), uma app que será a melhor amiga dos personal trainers (Attiv), um sistema de monitorização infantil (Appybaby), um estúdio de animação à medida (Konec), uma app que coloca o cliente no centro da ação publicitária (Winsharez) e, até, uma plataforma de processamento remoto de biodados (Whell).

 

Existirão, ainda, ideias de negócio que pretendem tornar possível comunicações de texto, voz, fotos e vídeo sem acesso à net ou rede (Hype), o aluguer de um autocarro através de um clique (Busebus), transformar qualquer dispositivo android num drone automático (Connect Robotics), aproximar empresas e aforradores através de um modelo de financiamento direto (Mosaico), otimizar o processo de melhoria contínua em unidades fabris (Growintel), apoiar agricultores que gostam de tecnologia, nomeadamente hidroponia (Smarthelix), juntar num mapa tudo o que é único e autêntico na cidade do Porto (Ziggymap) e desenvolver projetos de arquitectura sustentável para colmatar lacunas no alojamento do turismo de natureza (EcoCubo).

 

Amílcar Correia, jornalista do Público, Fátima Alçada, diretora artística do Centro de Arte de Ovar, Filipe Araújo, vereador do Pelouro da Inovação na Câmara Municipal do Porto, Dirk Elias, diretor Fraunhofer Portugal, Mário Rui Silva, diretor do Mestrado em Economia e Gestão da Inovação na Faculdade de Economia do Porto, Odete Patrício, diretora Geral da Fundação de Serralves e Paulo Santos, CEO Kinematix, compõem o júri que avaliará os pitchs dos projetos.

 

O evento decorre a partir das 14h30 na Faculdade de Economia da Universidade do Porto. A entrada é livre mas requer uma inscrição que pode ser feita aqui.

 

Recorde aqui como correu a última edição do Startup Pitch Day.

 

Fonte: UPTEC

Potencial turístico da arquitetura ainda é pouco explorado no Porto

Há uma empresa que está a divulgar a arquitetura do Porto através de vídeos que querem chegar a novos públicos. Uma forma "leve e divertida" de explorar o potencial turístico desta área.

 

Tudo começou quando Sara Nunes, arquiteta, recebeu uma tarefa diferente quando trabalhava em Madrid. Teve que criar e editar um vídeo sobre uma exposição. Desde então, nunca mais parou e descobriu nas imagens em movimento uma paixão. Resolveu regressar a Portugal e criar o seu próprio negócio. A Building Pictures, fundada em 2014, é a única empresa do país especializada em vídeos de arquitetura.

 

Como tem sido o percurso da Building Pictures?

 

Sara Nunes: Tem corrido bastante bem, melhor do que o esperado. Não existe nenhuma empresa em Portugal que se dedique exclusivamente ao vídeo de arquitetura. Existem empresas que se dedicam à fotografia e, eventualmente, fazem vídeo. E o mesmo se passa lá fora. Também temos um diferencial, já que não acompanhamos apenas o projeto quando ele está terminado, acompanhamos também o processo construtivo. Além disso, fazemos vídeos sobre eventos, vídeos corporativos e publicidade para televisão.

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Sara regressou a Portugal para apostar numa ideia

 

Quais têm sido as principais dificuldades?

 

Sara Nunes: É sempre difícil estabelecer contactos. Faz-se propostas e negoceia-se durante imenso tempo. Não tinha a percepção de que alguns projetos demoram tanto tempo a avançar. A maior dificuldade que sinto é no contacto com os clientes. Tens quase de bater porta a porta. Apesar de que muitos dos projetos que fomos desenvolvendo nos deram divulgação e nos permitiram chegar a mais clientes.

 

Um destes projetos é a Arquitetura à Moda do Porto, que está agora a ser divulgado no site ArchDaily, um dos mais conceituados da área. Como surgiu esta ideia?

 

Sara Nunes: Surgiu pelo convite de dois grandes amigos para fazermos um documentário sobre a arquitetura da cidade do Porto, já que não havia nenhum. Mas logo comecei a perceber que iria ser um processo complicado, iríamos precisar de muitos apoios e, por ser um projeto paralelo, iria demorar muito tempo a ficar pronto.

 

Passado um ano, cheguei à conclusão: ou desistimos agora, ou fazemos um formato completamente diferente. Porque não aproveitar a facilidade de divulgar projetos na web e lançarmos uma série de vídeos, todos os meses. Em vez de contarmos só uma história, podemos contar várias histórias.

 

Acabaram por fazer dez episódios sobre várias temáticas e com 30 obras. Como tem sido a divulgação do projeto?

 

Sara Nunes: A nossa ideia inicial era fazer alguns episódios e tentarmos vender o resto. Não conseguimos a venda e decidimos, então, começar a divulgar o projeto através de uma série de parcerias. A primeira foi com o Turismo do Porto e Norte de Portugal, que passa os nossos episódios em todos os postos de turismo. Depois, conseguimos uma parceria com o CT Channel, um canal dedicado à arquitetura, que também passou os nossos episódios.

 

Como temos vontade de fazer esta série noutras cidades da Europa, resolvemos apostar numa divulgação mais internacional. Aí surgiu o contacto com a ArchDaily. Eles adoraram a ideia e todas as quintas-feiras passam os episódios nas suas plataformas. É uma forma de credibilizar o nosso trabalho. Curiosamente, depois deste reconhecimento internacional, veio mais algum reconhecimento nacional.

 

O episódio 10 da série

 

O Porto é uma cidade de grandes arquitetos e tem um património arquitetónico muito rico. Este ainda é um setor pouco explorado?

 

Sara Nunes: Há um tipo de turista que vem ao Porto só para ver a arquitetura. Mas, antes do nosso projeto, não havia nenhuma promoção da arquitetura do Porto. O Porto é vinho, é cidade histórica e o máximo que se promove, a nível da arquitetura, é a Casa da Música e Serralves.

 

É um setor pouco explorado, mas é também culpa dos arquitetos. Porque a comunicação que se faz é direcionada para um público muito especializado. Quem não percebe nada de arquitetura acaba por não entender e não achar interessante. A aposta nestes vídeos com um carácter mais leve e mais divertido acaba por chamar a atenção de outro tipo de público.

 

Estão incubados no Polo das Indústrias Criativas do UPTEC. Quais são as vantagens de estarem numa incubadora de start-ups?

 

Sara Nunes: Não estamos sozinhos, temos vizinhos que podem ser clientes, parceiros e colaboradores. Temos aqui um ambiente que nos permite desenvolver uma série de trabalhos e projetos. Há também uma grande quantidade de saberes e contactos, aliados à formação e à divulgação. Estas componentes fazem a diferença.

 

Fonte: Alice Barcellos/SAPO